​"No contexto da unidade curricular - Prática Profissional I do 2º ano de fisioterapia da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, fui inserido na Unidade Hospitalar – Nossa Senhora da Assunção, Seia.  

    Apesar de ser, provavelmente, o local de estágio mais remoto, escolhi este local, não só pelo feedback recebido pelos estagiários dos anos anteriores, mas também face há minha preferência pela neurologia, preferência pela independência e autonomia em realizar tratamentos e claro, a média das disciplinas de musculosquelética.

    Pareceu a melhor escolha, tanto a nível monetário (apesar de ser longe, o alojamento e estilo de vida é bastante barato) como a nível académico (íamos para um Hospital público com fisioterapeutas de renome). Não me arrependi nem um pouco e foi sem dúvida das melhores escolhas que podia ter feito.

    Prós: Oportunidade de trabalho com equipa multidisciplinar caso queiramos interagir com outros profissionais de saúde como enfermeiros de reabilitação ou terapeutas da fala; pelo contrário, podemos optar por trabalhar só com fisioterapia, tanto em neurologia como em musculosquelética.

Temos autonomia para escolher o nosso horário e o dos utentes que nos são atribuídos, e, mais importante, temos autonomia para tomar decisões e trabalhar com o utente as horas que necessitarmos e, com consentimento dos terapeutas, adaptar o tratamento do fisiatra ao utente, escolhendo as melhores técnicas e métodos, assim como alterar (caso seja o caso) o plano de tratamento do mesmo.

    O pessoal do hospital é incrível: os terapeutas estão sempre disponíveis a qualquer dúvida ou qualquer problema, são atenciosos, não só explicam como nos pedem para pesquisar e argumentam no final (Nota-se grandes melhorias no raciocínio clinico); o pessoal auxiliar é muito simpático e animado, sempre dispostos a ajudar em qualquer situação dentro dos seus possíveis.

    Preços na vila são baixos, os habitantes são simpáticos e sempre dispostos a ajudar (no fim da primeira semana já conhecem alguém que tenha ido à fisioterapia e tenha sido tratado por algum estagiário o que torna os serões algo especial). Existe grande proximidade entre locais, tornando a locomoção a pé muito fácil.

    A paisagem da vila e arredores é lindíssima e tem imenso para conhecer, desde castelos a praias fluviais, florestas a universidades, museus a gastronomia.

    Contras: Marcar a presença dos utentes é algo complicado para quem não tiver organização, pois é necessário ir buscar à secretaria o papel de marcação de presenças.

    Em termos de condições do ginásio e marqueses, algum material encontra-se desatualizada, por exemplo: muitas das marquesas ainda são em madeira o que leva a problemas para sentar os utentes que, maioritariamente são idosos e/ou têm peso a mais.

Devido a estes problemas atrás referidos, muitas vezes há má gestão do espaço pois normalmente somos 4 estagiários a fazer marcações e geralmente todos precisam das marquesas elétricas, podendo o utente ter que esperar uns minutos por uma vaga na marquesa.

Devido ao facto de haver vários utentes em simultâneo, a utilização dos equipamentos (principalmente de eletroterapia e material de ginásio) era mais complicada pois necessitavam da mesma modalidade terapêutica para a mesma sessão de tratamento. Devido a esta razão muitas vezes havia utentes a ter de esperar para realizar tratamento.

É necessário levar carro para Seia pois não existem transportes públicos ao fim de semana e como é caro e longe ir e vir todos os fins-de-semana, o melhor mesmo é ficar pela cidade. Para se aproveitar ao máximo a estadia lá e conhecer o máximo pagando o mínimo convém levar carro."



João Ascensão, 3º ano 2015/2016 - ESSUA

Relato de Experiência

Estágio 2º ano (2)

 Unidade Hospitalar – Nossa Senhora da Assunção, Seia

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